O Twitter acaba de anunciar novidades para o mecanismo de busca da rede social.
Segundo o blog oficial do serviço,
o sistema de pesquisas agora está mais simples e vai exibir funções
como autocompletar, pessoas que você segue, correções ortográficas e
resultados relevantes de acordo com os assuntos buscados. "As
atualizações farão com que você se aproxime mais rápido das coisas que
você mais gosta", diz a publicação.
No total, são quatro novos recursos, como a correção ortográfica
automática, que corrige uma palavra incorreta e sugere termos que melhor
condizem com aquilo que você deseja procurar, e assuntos relacionados,
que fornece opções ligadas à sua pesquisa e prioriza resultados em tempo
real.
Os nomes de usuário de pessoas que você segue também vão aparecer na aba
de buscas e, além de ver todos ou os tuítes mais populares, agora você
pode checar mensagens sobre um determinado assunto apenas de acordo com o
que seus seguidores estão dizendo, permitindo uma busca bem mais
seletiva.
As novas funcionalidades de pesquisa do Twitter
estarão disponíveis para todos os usuários ao longo das próximas
semanas. A atualização chega também para as versões da rede social no
iOS e Android.
Núcleo de Tecnologia Municipal de Palmeira dos Índios - AL , é um centro de formação de professores em Linux Educacional via Ministério da Educação.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Twitter anuncia novas ferramentas para melhorar buscas na rede social
USP desenvolve projetos para a Internet das Coisas
Tudo na internet
Um conceito idealizado na década de 1980 no MIT (Massachusetts
Institute of Technology), nos Estados Unidos, está sendo pesquisado e
desenvolvido por uma equipe multidisciplinar da USP (Universidade de São
Paulo).
A chamada Internet das Coisas, ou IoT (Internet of Things),
está sendo estudada por professores da Escola Politécnica, da Escola de
Comunicações e Artes e da Faculdade de Direito, de forma a contemplar
todos os seus aspectos.
Inicialmente encarada como uma forma de extensão à Internet
tradicional, que conta com mais de 2 bilhões de usuários, a Internet das
Coisas tem fugido das conceituações, representando tecnologias
diferentes para grupos diferentes - o que talvez explique a demora em
seu desenvolvimento.
Em linhas gerais, Internet das Coisas representa a integração e
interação de objetos físicos, reais, através de uma conexão de Internet.
Colocar sensores e atuadores em tudo, das nossas casas e carros, até
os nossos sapatos e xícaras de café pode parecer um tanto exagerado.
Mas o fato é que isso tem o potencial para tornar nossas vidas mais fáceis, mais confortáveis e mais seguras.
Segundo o professor José Roberto Amazonas, a falta de uma
especificação global para a Internet das Coisas acontece por se tratar
de um tema muito amplo, e seus usos serão estabelecidos de acordo com as
necessidades estruturais da sociedade em que for desenvolvida.
Usos da Internet das Coisas
Uma das propostas da IoT é permitir, com o uso de tecnologias de
rastreamento, identificação e troca de informações, que numerosos
objetos comuniquem-se automaticamente e à distância.
O professor Gilson Schwartz, por exemplo, está estudando uma forma de mediação entre objetos físicos através das redes sociais.
Outra ideia em fase de projeto é a de "moedas criativas", que seriam
"uma maneira de incentivar a utilização da tecnologia, ao mesmo tempo
que permite a aplicação em atividades sustentáveis," defende o professor
José Roberto.
Uma proposta do projeto de moedas criativas seria a identificação
eletrônica de materiais recicláveis, inserida ainda na fase de produção,
que "permitisse ao usuário que devolvesse o produto à reciclagem a
obtenção de um 'crédito cultural', que daria direito a uma visita a
teatros, museus ou similares".
"A IoT poderá futuramente facilitar o aumento de eficiência
energética das empresas, por exemplo, através do controle de consumo do
ar-condicionado por parte dos funcionários. Se for este o caso, este
controle precisa estar muito bem exposto no contrato de trabalho, pois
uma explicação insuficiente poderá gerar insatisfação e até ao
aparecimento de processos trabalhistas," explica o pesquisador,
ressaltando a importância do estudo dos aspectos legais da tecnologia.
Etiquetas RFID
Ainda há muitos problemas a serem solucionados para adoção e
implantação massiva da IoT, incluindo a estrutura de tráfego de dados,
algo que vem sendo estudado há cerca de dez anos.
Apesar de já existirem em uso elementos classificáveis como
pertencentes à Internet das Coisas - como no caso do Bilhete Único
paulistano, no qual cada unidade é identificada por uma "etiqueta
eletrônica" - existem serviços que demandariam envolvimento mundial para
possibilitar uma atualização, como por exemplo a identificação,
fornecida pelas empresas aéreas, de bagagens em todos os aeroportos do
planeta.
O professor José Roberto cita também o caso do código de barras. "É
um sistema relativamente simples, no qual você necessita apenas
aproximar um leitor óptico de cada item para identificá-lo, mas levou ao
menos 5 anos para que sua implantação fosse padronizada e normalizada.
Em comparação, as potencialidades da IoT poderiam ser utilizadas em
larga escala em um período de até 15 anos".
Mesmo as chamadas etiquetas inteligentes, ou RFID,
que deveriam substituir os códigos de barras, estão demorando a
emplacar. Elas são essenciais para dar um número único a cada objeto a
ser conectado à rede, assim como cada computador ligado à internet
possui um endereço IP.
terça-feira, 31 de julho de 2012
Internet em casa com fibras ópticas
Sonho internético
Internet a velocidade da luz
Redes ópticas passivas
De árvores a anéis
Internet extremamente rápida, conexões mais robustas e um grande
aumento na capacidade da rede, mesmo em áreas rurais, tudo com custo
baixo.
É o tipo de fantasia que mantém os executivos das empresas de
telecomunicações e os usuários da internet sonhando acordados ... até
agora.
Uma nova tecnologia de fibras ópticas desenvolvida por um consórcio europeu promete tudo isso e muito mais.
O grupo de engenheiros de universidades, institutos de pesquisa,
fornecedores de equipamentos e operadores de telecomunicações se uniu em
torno do projeto SARDANA (Scalable advanced ring-based passive dense access network architecture).
O objetivo era desenvolver técnicas pioneiras para melhorar
drasticamente a escalabilidade e a robustez das redes de fibras ópticas.
O grupo estava especialmente interessado em viabilizar a chegada das fibras ópticas até as residências, escritórios e empresas.
O projeto demonstrou a viabilidade de velocidades de conexão de até
10 Gigabits por segundo (Gbps) - cerca de 2.000 vezes mais rápido do que
a maioria das conexões à internet de hoje.
Mais importante para que isso se torne uma realidade, os
pesquisadores mostraram que tais velocidades podem ser atingidas com um
custo extra relativamente modesto, usando a infraestrutura de fibras
ópticas já existente e componentes já disponíveis no mercado.
As redes de fibras ópticas que chegam até as residências (fibre-to-home networks),
também conhecidas como redes ópticas passivas, têm uma estrutura em
árvore, com o papel de raiz desempenhado por uma central de comutação.
O termo "passivo" refere-se à utilização de divisores ópticos que não precisam de energia adicional para funcionar.
Da central, um grosso tronco principal de cabos se espalha em ramos
cada vez mais finos, até que uma única fibra chegue até as casas ou
empresas.
As redes passivas convencionais usam o protocolo TDM (Time Division Multiplexing),
um método de multiplexação no qual os sinais são transferidos de forma
aparentemente simultânea, como sub-canais em um canal de comunicação.
Mas, na realidade, eles estão fisicamente se revezando no canal.
Na prática, isso significa que uma conexão de 5 Gbps no escritório
central pode se transformar em uma conexão de 30 Mbps na casa ou empresa
do cliente. Pior do que isso é que a banda de subida, que transmite os
dados do cliente para a internet, é apenas uma fração disso.
Os pesquisadores do projeto Sardana estão propondo uma abordagem
diferente e totalmente nova, permitindo não apenas conexões muito mais
rápidas, mas também maiores capacidade e robustez.
Em vez de uma única grande árvore, eles estão propondo usar várias
árvores menores ramificando até os usuários finais a partir de um anel
principal.
O anel transmite os sinais bidirecionalmente a partir da central utilizando o protocolo WDM (Wave Division Multiplexing),
uma tecnologia de multiplexação que permite o transporte simultâneo de
diferentes sinais na mesma fibra óptica, utilizando diferentes
comprimentos de onda de laser - lasers de várias cores.
Em nós remotos ao longo do anel, os sinais são separados em árvores
de fibras únicas que irão até as residências e empresas, utilizando a
tecnologia TDM.
A abordagem do anel bidirecional aumenta a robustez da rede, porque
se o cabo for interrompido em qualquer ponto no anel WDM, o sinal
continuará chegando até os usuários finais pelo outro lado. Ele também
resulta em aumentos maciços na velocidade de conexão.
Embora ainda em fase experimental, se implantada comercialmente, a
tecnologia marcaria um grande salto no desempenho das redes totalmente
ópticas, solucionando um dos maiores desafios atualmente enfrentados
pelos prestadores de serviços e pelos consumidores: maior velocidade e
segurança na manutenção dos sinais
domingo, 15 de julho de 2012
Aparelho de baixo custo controla computador com os olhos
Sem as mãos
Implantes neurais, interfaces cérebro-máquina e sensores já permitem controlar computadores, próteses e até robôs, apenas com o pensamento.
A maioria, contudo, ainda está em estágio de pesquisas, disponíveis apenas para laboratórios - os poucos disponíveis têm baixa resolução e ainda são equipamentos caros.
Mas isso está prestes a mudar, graças ao trabalho de dois engenheiros do Imperial College, de Londres.
William Abbot e Aldo Faisal construíram um equipamento capaz de controlar um computador apenas com os olhos a um custo de cerca de US$60 (R$125,00).
Segundo eles, a tecnologia logo estará disponível para pessoas com diversos tipos de deficiências, incluindo pacientes de esclerose múltipla, Parkinson, distrofia muscular, lesões na medula espinhal ou amputados.
Controle do computador com os olhos
Fabricado com equipamentos comprados no comércio, o aparelho monitora com exatidão o movimento dos olhos, permitindo o controle de um cursor na tela exatamente como um mouse.
Com um consumo inferior a 1 watt, o aparelho, batizado de GT3D, pode transmitir os dados para qualquer computador rodando Windows ou Linux, conectado a uma porta USB ou por meio de uma conexão Wi-Fi.
Na demonstração, os pesquisadores permitiram que voluntários, sem nenhum treinamento, usassem o equipamento para brincar de Pong, usando apenas os olhos.
O sistema é composto por duas câmeras de baixo custo montadas sobre um par de óculos.
As câmeras capturam continuamente a imagens dos olhos, enquanto um programa processa as imagens e determina o movimento da pupila.
Esse movimento faz as vezes do mouse, controlando o cursor na tela. O clique é feito por um movimento especial do olho, que pode ser calibrado no software.
Profundidade do olhar
O programa de controle já alcançou uma precisão suficiente para determinar a "profundidade do olhar" - ele determina se o usuário está focando o olhar mais próximo ou mais distante.
Embora ainda não tenham tirado proveito dessa capacidade na versão atual do GT3D, os pesquisadores afirmam que isso poderá permitir o controle de cadeiras de rodas ou próteses robotizadas.
Nesses casos, bastará que o usuário focalize o olhar no ponto para onde deseja se deslocar, ou onde quer colocar a mão, por exemplo.
Bibliografia:
Ultra-low-cost 3D gaze estimation: an intuitive high information throughput compliment to direct brain-machine interfaces
William W. Abbott, Aldo A. Faisal
Journal of Neural Engineering
Vol.: 9 046016
DOI: 10.1088/1741-2560/9/4/046016
Implantes neurais, interfaces cérebro-máquina e sensores já permitem controlar computadores, próteses e até robôs, apenas com o pensamento.
A maioria, contudo, ainda está em estágio de pesquisas, disponíveis apenas para laboratórios - os poucos disponíveis têm baixa resolução e ainda são equipamentos caros.
Mas isso está prestes a mudar, graças ao trabalho de dois engenheiros do Imperial College, de Londres.
William Abbot e Aldo Faisal construíram um equipamento capaz de controlar um computador apenas com os olhos a um custo de cerca de US$60 (R$125,00).
Segundo eles, a tecnologia logo estará disponível para pessoas com diversos tipos de deficiências, incluindo pacientes de esclerose múltipla, Parkinson, distrofia muscular, lesões na medula espinhal ou amputados.
Controle do computador com os olhos
Fabricado com equipamentos comprados no comércio, o aparelho monitora com exatidão o movimento dos olhos, permitindo o controle de um cursor na tela exatamente como um mouse.
Com um consumo inferior a 1 watt, o aparelho, batizado de GT3D, pode transmitir os dados para qualquer computador rodando Windows ou Linux, conectado a uma porta USB ou por meio de uma conexão Wi-Fi.
Na demonstração, os pesquisadores permitiram que voluntários, sem nenhum treinamento, usassem o equipamento para brincar de Pong, usando apenas os olhos.
O sistema é composto por duas câmeras de baixo custo montadas sobre um par de óculos.
As câmeras capturam continuamente a imagens dos olhos, enquanto um programa processa as imagens e determina o movimento da pupila.
Esse movimento faz as vezes do mouse, controlando o cursor na tela. O clique é feito por um movimento especial do olho, que pode ser calibrado no software.
Profundidade do olhar
O programa de controle já alcançou uma precisão suficiente para determinar a "profundidade do olhar" - ele determina se o usuário está focando o olhar mais próximo ou mais distante.
Embora ainda não tenham tirado proveito dessa capacidade na versão atual do GT3D, os pesquisadores afirmam que isso poderá permitir o controle de cadeiras de rodas ou próteses robotizadas.
Nesses casos, bastará que o usuário focalize o olhar no ponto para onde deseja se deslocar, ou onde quer colocar a mão, por exemplo.
Bibliografia:
Ultra-low-cost 3D gaze estimation: an intuitive high information throughput compliment to direct brain-machine interfaces
William W. Abbott, Aldo A. Faisal
Journal of Neural Engineering
Vol.: 9 046016
DOI: 10.1088/1741-2560/9/4/046016
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Disco histórico toca novamante a partir de uma fotografia
Imagens que falam
Por mais modernas que nos pareçam, as tecnologias sempre envelhecem.
Sensação quando foi inventada, no fim do século 19, tudo o que resta de uma das primeiras gravações de som feita pelo homem é uma fotografia.
O disco guarda a voz abafada de Emile Berliner, o pai do gramofone (ou fonógrafo), recitando a poesia "A Luva", de Friedrich Schiller.
Mas se tudo o que resta do disco é uma fotografia, como é que sabemos o que há nele?
É que o envelhecimento de uma tecnologia pressupõe o surgimento de uma nova tecnologia, mais moderna.
E Patrick Feaster e seus colegas da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, usaram todas as técnicas ao seu alcance para decodificar o som registrado no disco usando apenas sua fotografia.
Digitalização
Feaster digitalizou a imagem e processou o arquivo para "desenrolar" os sulcos do disco.
A surpresa foi que a imagem, registrada em uma revista alemã impressa em 1890, tinha resolução suficiente para identificar quase completamente as ondulações dos sulcos, que representam as ondas sonoras registradas no disco.
O pesquisador então criou um arquivo linear, que lembra um pouco um clip de áudio moderno, e utilizou um programa especialmente desenvolvido para ler as ranhuras do disco e transformá-las em sons.
Embora não tenha conseguido datar precisamente a gravação, Feaster ainda assim acredita que se trata de um dos primeiros experimentos com o gramofone, uma inovação que viria maravilhar toda uma geração.
"Há 25 bibliotecas no mundo que têm esse exemplar [da revista Über Land und Meer], o que o torna extremamente raro. Mas nós fizemos o que nenhuma delas consegue fazer: tocamos o disco novamente," comemorou ele.
Recentemente, outra equipe reconstruiu as primeiras gravações de som da história, mas a partir de disco reais, guardados no Museu Smithsoniano.
Por mais modernas que nos pareçam, as tecnologias sempre envelhecem.
Sensação quando foi inventada, no fim do século 19, tudo o que resta de uma das primeiras gravações de som feita pelo homem é uma fotografia.
O disco guarda a voz abafada de Emile Berliner, o pai do gramofone (ou fonógrafo), recitando a poesia "A Luva", de Friedrich Schiller.
Mas se tudo o que resta do disco é uma fotografia, como é que sabemos o que há nele?
É que o envelhecimento de uma tecnologia pressupõe o surgimento de uma nova tecnologia, mais moderna.
E Patrick Feaster e seus colegas da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, usaram todas as técnicas ao seu alcance para decodificar o som registrado no disco usando apenas sua fotografia.
Digitalização
Feaster digitalizou a imagem e processou o arquivo para "desenrolar" os sulcos do disco.
A surpresa foi que a imagem, registrada em uma revista alemã impressa em 1890, tinha resolução suficiente para identificar quase completamente as ondulações dos sulcos, que representam as ondas sonoras registradas no disco.
O pesquisador então criou um arquivo linear, que lembra um pouco um clip de áudio moderno, e utilizou um programa especialmente desenvolvido para ler as ranhuras do disco e transformá-las em sons.
Embora não tenha conseguido datar precisamente a gravação, Feaster ainda assim acredita que se trata de um dos primeiros experimentos com o gramofone, uma inovação que viria maravilhar toda uma geração.
"Há 25 bibliotecas no mundo que têm esse exemplar [da revista Über Land und Meer], o que o torna extremamente raro. Mas nós fizemos o que nenhuma delas consegue fazer: tocamos o disco novamente," comemorou ele.
Recentemente, outra equipe reconstruiu as primeiras gravações de som da história, mas a partir de disco reais, guardados no Museu Smithsoniano.
domingo, 8 de julho de 2012
Câmara aprova preferência para o software livre
A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara
dos Deputados aprovou nesta quinta-feira uma proposta que dá preferência
de gastos públicos em produtos informatizados baseados em software
livre. Com o código aberto, esses programas podem ser livremente
adaptados e usados como base para outros softwares.
A decisão faz parte de Projeto de Lei 6685/06, do Senado, que dá prioridade ao software livre nos gastos relacionados ao Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) - um programa de inclusão digital de instituições do ensino público, hospitais, bibliotecas, órgãos de segurança pública, instituições de apoio a deficientes e que prioriza cidades remotas e com interesse estratégico, como as que ficam na fronteira com outros países.
O relator José Rocha (deputado federal pelo PR-BA) fez apenas uma ressalva à proposta original, adicionada à lei depois do protesto de vários deputados, que permite o uso de softwares proprietários apenas no caso de não existir uma alternativa em software livre que atenda às necessidades de uso. O projeto ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
A importância do software livre
Apesar de parecer irrelevante ou meramente técnico para grande parte dos brasileiros, o projeto na verdade tem interesse estratégico. O Brasil sofre grande pressão de lobbystas de multinacionais da tecnologia para o uso de tecnologias proprietárias, como afirmou o ex-presidente Luiz Inácio da Silva em visita ao Fórum do Software Livre de 2009, realizado em Porto Alegre.
No ano passado, o Wikileaks divulgou um documento diplomático norte-americano que comprova a pressão das gigantes da computação ao governo brasileiro.
O relatório "Microsoft vê ataque do governo contra propriedade intelectual" – escrito em 2007 pelo cônsul-geral dos EUA em São Paulo, Thomas White – narra uma visita ao Planalto do embaixador dos EUA no Brasil, Clifford Sobel, e do presidente da Microsoft no país, Michel Levy. Ambos tinham justamente o objetivo de pressionar o governo brasileiro para a adoção de tecnologias proprietárias da empresa em iniciativas públicas.
Uma das maiores preocupações narradas por eles era com a então ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, que era uma das líderes dentro do governo em iniciativas para a redução no pagamento de royalties e criação de uma cultura brasileira de software livre.
Todo ano, o Brasil manda cerca de R$ 2 bilhões ao exterior para o pagamento de direitos de softwares proprietários.
A decisão faz parte de Projeto de Lei 6685/06, do Senado, que dá prioridade ao software livre nos gastos relacionados ao Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) - um programa de inclusão digital de instituições do ensino público, hospitais, bibliotecas, órgãos de segurança pública, instituições de apoio a deficientes e que prioriza cidades remotas e com interesse estratégico, como as que ficam na fronteira com outros países.
O relator José Rocha (deputado federal pelo PR-BA) fez apenas uma ressalva à proposta original, adicionada à lei depois do protesto de vários deputados, que permite o uso de softwares proprietários apenas no caso de não existir uma alternativa em software livre que atenda às necessidades de uso. O projeto ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
A importância do software livre
Apesar de parecer irrelevante ou meramente técnico para grande parte dos brasileiros, o projeto na verdade tem interesse estratégico. O Brasil sofre grande pressão de lobbystas de multinacionais da tecnologia para o uso de tecnologias proprietárias, como afirmou o ex-presidente Luiz Inácio da Silva em visita ao Fórum do Software Livre de 2009, realizado em Porto Alegre.
No ano passado, o Wikileaks divulgou um documento diplomático norte-americano que comprova a pressão das gigantes da computação ao governo brasileiro.
O relatório "Microsoft vê ataque do governo contra propriedade intelectual" – escrito em 2007 pelo cônsul-geral dos EUA em São Paulo, Thomas White – narra uma visita ao Planalto do embaixador dos EUA no Brasil, Clifford Sobel, e do presidente da Microsoft no país, Michel Levy. Ambos tinham justamente o objetivo de pressionar o governo brasileiro para a adoção de tecnologias proprietárias da empresa em iniciativas públicas.
Uma das maiores preocupações narradas por eles era com a então ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, que era uma das líderes dentro do governo em iniciativas para a redução no pagamento de royalties e criação de uma cultura brasileira de software livre.
Todo ano, o Brasil manda cerca de R$ 2 bilhões ao exterior para o pagamento de direitos de softwares proprietários.
Redes complexas têm esqueleto que evolui por consenso
Complexidade inteligível
Frequentemente, um objeto, ou um "todo" qualquer, possui algumas partes mais relevantes.
É o caso do principal ingrediente de um prato, das formas e cores de uma pintura ou de algumas melodias em uma sinfonia.
Mas, até agora, era quase impossível detectar algum traço distintivo em redes muito complexas.
Imagine a internet, as rotas de tráfego de uma grande cidade, as redes neurais ou a rota de espalhamento de uma epidemia global.
Quando postas na forma de um gráfico, essas redes aparecem na forma de um emaranhado aparentemente caótico.
Mas é só na aparência.
Esqueleto da rede
Um grupo internacional de pesquisadores conseguiu desenvolver uma técnica para simplificar as redes complexas, até chegar ao seu esqueleto.
E, além de demonstrar que todas essas redes complexas possuem uma espécie de espinha dorsal em comum, eles demonstraram que esse núcleo básico se desenvolve de forma muito similar ao esqueleto dos vertebrados.
É claro que a espinha dorsal de um ser humano é bem diferente da de um morcego. Mas os pesquisadores afirmaram ter elementos para mostrar que, assim como os animais, as diversas redes complexas evoluem de forma similar.
"As doenças infecciosas, como H1N1 e SARS, se espalham de forma semelhante, e o esqueleto da rede desempenha um papel importante na formação desse espalhamento global," disse Dirk Brockmann, da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos.
"Agora, com este novo entendimento e, olhando para o esqueleto, deveremos ser capazes de usar esse conhecimento no futuro para prever como um novo surto poderá se espalhar," estima ele.
Teoria das redes
Inicialmente, o paralelo com a evolução parece ser bem adequado.
Sistemas complexos, tais como a Internet, as redes sociais, a rede de distribuição elétrica, a consciência humana, e mesmo uma colônia de cupins - geram comportamentos complexos.
A estrutura de um sistema desses emerge localmente, ele não é projetado ou planejado. Os componentes da rede operam juntos, interagindo e influenciando uns aos outros, conduzindo a evolução da rede.
Extrair características estruturais significativas a partir dos dados da rede pronta é um dos maiores desafios da teoria das redes.
Evolução por consenso
Contudo, os paralelos com a evolução biológica parecem terminar rapidamente.
Em vez de uma seleção por competição, os pesquisadores encontraram uma evolução consensual.
"A chave para a nossa abordagem foi perguntar quais elementos da rede são importantes da perspectiva de cada nó individualmente," explica Brockmann. "Quais links são mais importantes para cada nó, e qual é o consenso entre os nós?"
"Curiosamente, descobrimos a existência de um inesperado grau de consenso entre todos os nós em uma rede. Os nós, ou aceitam que um link é importante, ou concordam que ele não é importante. Praticamente não há nenhuma discordância," conclui ele.
Computando esses consensos - a força, ou a importância, de cada nó na rede - os pesquisadores produziram um esqueleto para cada rede que eles estudaram, formado apenas por aqueles links aos quais todos os nós atribuíram maior importância.
E os esqueletos desenvolvem-se de forma muito semelhante de uma rede para outra, por mais distintos que sejam os fenômenos que elas representem.
Além de prever epidemias, o trabalho poderá ser importante para os oráculos da era tecnológica, que planejam usar as redes complexas para prever o futuro.
Bibliografia:
Robust classification of salient links in complex networks
Daniel Grady, Christian Thiemann, Dirk Brockmann
Nature Communications
Vol.: 3, Article number: 864
DOI: 10.1038/ncomms1847
Frequentemente, um objeto, ou um "todo" qualquer, possui algumas partes mais relevantes.
É o caso do principal ingrediente de um prato, das formas e cores de uma pintura ou de algumas melodias em uma sinfonia.
Mas, até agora, era quase impossível detectar algum traço distintivo em redes muito complexas.
Imagine a internet, as rotas de tráfego de uma grande cidade, as redes neurais ou a rota de espalhamento de uma epidemia global.
Quando postas na forma de um gráfico, essas redes aparecem na forma de um emaranhado aparentemente caótico.
Mas é só na aparência.
Esqueleto da rede
Um grupo internacional de pesquisadores conseguiu desenvolver uma técnica para simplificar as redes complexas, até chegar ao seu esqueleto.
E, além de demonstrar que todas essas redes complexas possuem uma espécie de espinha dorsal em comum, eles demonstraram que esse núcleo básico se desenvolve de forma muito similar ao esqueleto dos vertebrados.
É claro que a espinha dorsal de um ser humano é bem diferente da de um morcego. Mas os pesquisadores afirmaram ter elementos para mostrar que, assim como os animais, as diversas redes complexas evoluem de forma similar.
"As doenças infecciosas, como H1N1 e SARS, se espalham de forma semelhante, e o esqueleto da rede desempenha um papel importante na formação desse espalhamento global," disse Dirk Brockmann, da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos.
"Agora, com este novo entendimento e, olhando para o esqueleto, deveremos ser capazes de usar esse conhecimento no futuro para prever como um novo surto poderá se espalhar," estima ele.
Teoria das redes
Inicialmente, o paralelo com a evolução parece ser bem adequado.
Sistemas complexos, tais como a Internet, as redes sociais, a rede de distribuição elétrica, a consciência humana, e mesmo uma colônia de cupins - geram comportamentos complexos.
A estrutura de um sistema desses emerge localmente, ele não é projetado ou planejado. Os componentes da rede operam juntos, interagindo e influenciando uns aos outros, conduzindo a evolução da rede.
Extrair características estruturais significativas a partir dos dados da rede pronta é um dos maiores desafios da teoria das redes.
Evolução por consenso
Contudo, os paralelos com a evolução biológica parecem terminar rapidamente.
Em vez de uma seleção por competição, os pesquisadores encontraram uma evolução consensual.
"A chave para a nossa abordagem foi perguntar quais elementos da rede são importantes da perspectiva de cada nó individualmente," explica Brockmann. "Quais links são mais importantes para cada nó, e qual é o consenso entre os nós?"
"Curiosamente, descobrimos a existência de um inesperado grau de consenso entre todos os nós em uma rede. Os nós, ou aceitam que um link é importante, ou concordam que ele não é importante. Praticamente não há nenhuma discordância," conclui ele.
Computando esses consensos - a força, ou a importância, de cada nó na rede - os pesquisadores produziram um esqueleto para cada rede que eles estudaram, formado apenas por aqueles links aos quais todos os nós atribuíram maior importância.
E os esqueletos desenvolvem-se de forma muito semelhante de uma rede para outra, por mais distintos que sejam os fenômenos que elas representem.
Além de prever epidemias, o trabalho poderá ser importante para os oráculos da era tecnológica, que planejam usar as redes complexas para prever o futuro.
Bibliografia:
Robust classification of salient links in complex networks
Daniel Grady, Christian Thiemann, Dirk Brockmann
Nature Communications
Vol.: 3, Article number: 864
DOI: 10.1038/ncomms1847
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