Antes de tudo, a informação
A informação é um patrimônio,
é algo que possui valor. Quando digital, não se
trata apenas de um monte de bytes aglomerados, mas sim de um conjunto
de dados classificados e organizados de forma que uma pessoa, uma
instituição de ensino, uma empresa ou qualquer
outra entidade possa utilizar em prol de algum objetivo.
A informação é tão importante
que pode inclusive determinar a sobrevivência ou a
descontinuidade das atividades de um negócio, por exemplo. E
não é difícil entender o porquê. Basta
imaginar o que aconteceria se uma instituição financeira
perdesse todas as informações de seus clientes ou que uma
pessoa poderia ficar rica da noite para o dia porque conseguiu descobrir
uma informação valiosa analisando um grande volume de
dados.
É por tamanha importância que, apesar de possível,
muito dificilmente uma entidade de grande porte consegue perder suas
informações, principalmente quando se trata de
bancos, cadeias de lojas, companhias aéreas,
instituições de pesquisas e afins. Por outro
lado, se tem uma coisa que ocorre com bastante frequência
é o uso inadequado de informações ou,
ainda, a subutilização destas. É nesse
ponto que a Tecnologia da Informação pode ajudar.
Tecnologia da Informação
Sendo a informação um patrimônio, um bem que
agrega valor e dá sentido às atividades a
utilizam, é necessário fazer uso de recursos de
TI de maneira apropriada, ou seja, é preciso utilizar
ferramentas, sistemas ou outros meios que façam das
informações um diferencial. Além
disso, é necessário buscar soluções que
tragam bons resultados, isto é, que permitam transformar as
informações em algo de maior valor ainda, principalmente
se isso for feito considerando o menor custo possível.
A questão é que não existe "fórmula mágica"
para determinar como utilizar da melhor maneira as informações.
Tudo depende da cultura, do mercado, do segmento e de outros aspectos
relacionados ao negócio ou à atividade. As escolhas precisam ser
bem feitas. Do contrário, gastos desnecessários ou, ainda, perda
de desempenho e competitividade podem ser a consequência.
Tome como base o seguinte exemplo: se uma empresa renova seu parque de
computadores comprando máquinas com processadores velozes,
muita memória e placa de vídeo 3D para
funcionários que apenas precisam utilizar a internet,
trabalhar com pacotes de escritório ou acessar a rede, a
companhia fez gastos desnecessários. Comprar
máquinas de boa qualidade não significa comprar
as mais caras, mas aquelas que possuem os recursos necessários.
Por outro lado, imagine que uma empresa comprou computadores com
vídeo integrado simples à placa-mãe (onboard)
e monitor de 15 polegadas para profissionais que trabalham com Autocad.
Para esses funcionários, o correto seria fornecer
computadores que suportassem aplicações pesadas e
um monitor de, pelo menos, 19 polegadas. Máquinas mais
baratas certamente conseguiriam rodar o programa Autocad,
porém com lentidão, e o monitor com
área de visão menor dá mais trabalho
aos profissionais. Neste caso, percebe-se que a
aquisição das máquinas reflete
diretamente no desempenho. Por isso,
é preciso conhecer quais as necessidades de cada setor, de
cada departamento, de cada atividade, de cada indivíduo.
Veja este outro exemplo: uma empresa com 50 funcionários, cada um
com um PC, adquiriu um servidor de rede que suporta 500
usuários conectados ao mesmo tempo. Se a empresa
não tem expectativa de aumentar seu quadro de
funcionários, comprar um servidor deste porte é o
mesmo que comprar um ônibus para uma família de 5
pessoas. Mas o problema não é apenas este. Se
este servidor, por alguma razão, parar de funcionar, a rede
ficará indisponível e certamente
atrapalhará as atividades da empresa. Neste caso,
não seria melhor adquirir um servidor mais adequado
às necessidades da companhia ou mesmo considerar o uso de
uma solução baseada em computação nas nuvens, por exemplo?
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